Resposta curta
Fotos de obra são prova, e prova só funciona em ordem. Se você quer enviar fotos de obra em ordem cronológica, o problema é que os apps de mensagens não mantêm a ordem em que você tocou nas fotos, e o “antes, durante e depois” costuma chegar como “depois, antes, durante”.
Use o PicOrder. Ele coloca um número pequeno em cada foto antes do envio, e assim um cliente que não estava na obra lê o serviço de 1 a 15, não importa como a conversa organize as fotos. Criamos o PicOrder depois que as nossas próprias fotos de um trabalho chegaram na ordem errada. Experimente grátis no navegador →
Fotos de obra fora de ordem: a ligação que você não quer receber
Se você trabalha na casa dos outros, conhece a rotina. O cliente está no escritório, viajando ou, de propósito, em qualquer outro lugar enquanto o único banheiro da casa está só no tijolo. Então você manda fotos. É assim que ele sabe pelo que está pagando.
Você manda quinze. As louças antigas saindo. O contrapiso exposto. O encanamento. A primeira fileira de azulejos. O resto dos azulejos. A banheira nova no lugar. O rejunte. O banheiro pronto, com as torneiras instaladas, limpo.
O cliente abre a conversa num hotel a três horas dali. A primeira foto é o banheiro pronto. Depois, o contrapiso. Depois, o rejunte. Depois, a banheira velha, meio arrancada.
Ele liga: “Deu algum problema? Parece que vocês tiveram que tirar tudo de novo.”
Não deu problema nenhum. Você fez um bom serviço e mandou as provas na ordem certa. A conversa reorganizou as fotos, e para quem não estava lá, as fotos são o serviço. Embaralhadas, elas contam uma história que você nunca contaria.
Por que isso acontece com todo mundo do ramo
A ordem em que você toca nas fotos não faz parte das fotos. É uma lista que fica no app de onde você está enviando, e quando ele entrega o lote ao WhatsApp ou ao app Mensagens, essa lista quase sempre se perde. Aí a conversa organiza as fotos do jeito que preferir — muitas vezes pelo horário em que cada uma foi tirada. Parece que deveria dar certo, e muitas vezes não dá, porque você fotografou o “antes” de três ângulos ao longo da manhã e o “depois” na hora do almoço.
Ou seja, a sequência nunca sai do seu celular. Não é o celular do cliente, e não é descuido seu. A explicação técnica está no guia completo. Para a obra, o que importa é a solução.
Por que criamos o PicOrder
O PicOrder não começou com um banheiro, e sim com um trabalho para entregar: páginas fotografadas uma a uma e enviadas para correção, que chegaram fora de ordem. Mas é o mesmo problema em outro ofício: fotos de um trabalho, enviadas para alguém que não estava lá e que vai julgar esse trabalho pela ordem em que as fotos chegam.
Criamos o PicOrder porque a única resposta que todo mundo tinha era “manda uma de cada vez”. O que a gente queria era um número em cada foto, na ordem em que o trabalho aconteceu, para quem recebesse só precisar ler. Depois começamos a ouvir a mesma coisa de pessoas cujas fotos são o trabalho: corretores de imóveis cujo tour pelo imóvel chega começando pelo quintal, profissionais de obra que recebem a mesma ligação toda semana. Nada fazia só isso. Então nós fizemos.
O que o cliente está lendo
Quem não estava na obra conta com as fotos para responder quatro perguntas, nesta ordem:
- O que havia antes — para saber que você não inventou o estado do cômodo.
- O que você encontrou quando abriu — a viga podre, o cano que não estava onde a planta dizia. É essa foto que justifica o dia a mais.
- O que você fez a respeito, na ordem em que fez.
- Como ficou.
“Viga podre” só faz sentido depois de “piso aberto”. “Dia a mais” só faz sentido depois de “viga podre”. Mande tudo embaralhado e o cliente fica com quinze fotos de um banheiro e nenhuma história — ou com uma história em que parece que algo deu errado.
Como fazer a ordem não se perder
O PicOrder numera cada foto na sequência que você escolher — 1 nas louças antigas, 2 no piso, 9 na viga, 15 no banheiro pronto — e o número passa a fazer parte da imagem. A conversa pode organizar as fotos como quiser. O cliente vê o “9” na viga podre e o “8” no piso sendo aberto e entende tudo certo. Quando ele salvar as fotos e olhar de novo daqui a seis meses, os números continuam lá.
- Tire as fotos como sempre.
- No fim do dia, abra o PicOrder, escolha as fotos e arraste para a ordem em que o serviço aconteceu.
- Compartilhe na conversa, ou baixe e envie.
Funciona no seu celular. Nada é enviado para a internet. É grátis para lotes de até dez fotos; um dia de obra num banheiro costuma passar disso, e o Pro tira o limite.
Três hábitos que ajudam
- Numere a obra, não só o dia. Vai mandar fotos ao longo da semana? Continue a contagem. O segundo dia começa no 16, não no 1. O cliente fica com uma sequência só para a obra inteira.
- Escreva uma linha junto. “Fotos 1–15, o serviço de hoje, numeradas.” Isso avisa que é para ler os números, e não a ordem em que as fotos chegaram.
- Guarde o lote numerado. Quando surgir uma dúvida mais tarde — uma cobrança, um acabamento para corrigir, uma discussão —, uma sequência numerada e com datas é um registro muito melhor do que uma pasta cheia de IMG_4471.
O tempo que você ganha de volta
O cliente ficou tranquilo assim que entendeu. Mas passou dez minutos achando que a obra tinha dado errado, e ligou antes de ler a sua mensagem, e essa é uma ligação que você preferiria não atender toda semana.
Numere tudo. As ligações param.
Perguntas frequentes
Por que minhas fotos de obra chegam fora de ordem?
Porque a ordem em que você seleciona não fica guardada nas fotos. O app de mensagens organiza tudo do jeito dele, muitas vezes pelo horário em que cada foto foi tirada, e isso não é a mesma coisa que a ordem em que o serviço aconteceu, principalmente quando você fotografou uma mesma etapa de vários ângulos.
Não é melhor mandar uma foto de cada vez?
Funciona, mas um dia com quinze fotos vira quinze mensagens, e a conversa do cliente fica difícil de rolar. Quase todo mundo do ramo tenta isso uma vez. O PicOrder existe para você não precisar.
Um número na foto parece pouco profissional?
Ele é pequeno e fica num canto, e os clientes enxergam cuidado, não bagunça. A alternativa — uma ligação perguntando se deu algo errado na obra — é pior para os dois.
Funciona para a obra inteira, e não só para um dia?
Sim. Continue a contagem de um dia para o outro e o cliente terá uma única sequência numerada para o projeto todo. Isso também vira um registro muito melhor se um dia surgir alguma dúvida sobre o serviço.